Capuchinhos partilham sobre a realidade indígena no Brasil

No 30 de junho, os capuchinhos frei Klenner Antônio, frei Volmir Bavaresco e frei Mateus Bento, juntamente com a Irmã Joana Ortiz (franciscana de Aparecida) partilharam on-line sobre a realidade indígena que acompanham há anos e sobre os trabalhos que atuam junto a essas inúmeras comunidades indígenas em várias áreas do Brasil.

A transmissão dessa conversa on-line foi através do canal Resistentes e retransmitido pelo facebook, com centenas de visualizações ao vivo [abaixo segue a gravação completa]. Frei Volmir iniciou o momento trazendo a sua motivação e inspiração franciscana para estar junto aos povos indígenas, ele que se encontra entre eles há cerca de 30 anos em Rondônia. Ele atua junto ao CIMI (Conselho Indigenista Missionário), como os outros que partilharam em seguida, e esteve presente no Sínodo para a Amazônia, ano passado, em Roma.

Frei Klenner, que acompanha há anos comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul, continuou compartilhando como aproximar-se da realidade indígena foi-lhe um grande ensinamento e crescimento em sua vocação de franciscano, aprendendo muito dos indígenas, como a valorização do comunitário e uma cultura profunda de sinais e valores. Seguiu Irmã Joana, também presente há quase uma década junto aos povos indígenas no MS, dentre os quais os guarani kaiowá, tão perseguidos há anos, e relatou sobre a realidade dramática em que se encontram os indígenas no Brasil. A pandemia, enfatizou ela, só reforça uma negligência e abandono enormes a essas populações, somado a grandes perseguições por causa de seus territórios. Ressaltou ainda que o atual governo brasileiro tem destruído o que se tinha de direitos e organizações em favor dos indígenas.

Por fim, frei Mateus partilhou um pouco da realidade de inúmeras comunidades indígenas em São Paulo, muitas vezes desconhecidas dos moradores desse estado. Muitos indígenas se encontram também nas periferias de cidades grandes. Ele tem realizado um trabalho intenso de ajuda às comunidades indígenas, junto à Pastoral Indigenista da Arquidiocese de São Paulo, neste tempo difícil de pandemia.

Junto às várias mensagens de apoio de quem assistia on-line, além de algumas perguntas, foi muito esclarecedor que no Brasil há cerca de 1 milhão de indígenas, mas encontrados em situações das mais vulneráveis, inclusive sofrendo negligência no acesso à saúde e outros direitos a fim de eliminá-los de seus territórios. São povos de muitos valores culturais, que nos ensinam um viver mais fraterno, e igualmente povos de muita luta, em meio a tanta violência lhes infligida. Por isso, capuchinhos e franciscanas, há anos, dedicam suas vidas para ser presença junto a eles e estarem na defesa de seus direitos fundamentais!

Segue uma campanha atual de ajuda às 72 comunidades indígenas acompanhadas pelos frades capuchinhos no Alto Solimões (Amazonas):

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